É notícia hoje no Mais Futebol o fim da equipa sénior do Salgueiros. Não é que seja muito surpreendente, é o espelho natural de um certo dirigismo do futebol português que já tinha levado, por exemplo, Famalicão, Tirsense e Farense a processo de queda idênticos.
É triste ver assim os vermelhos da invicta, mas isso não pode servir de desculpa para que se cometam atrocidades na cidade e com a cidade.
Os terrenos de Arca d'Água onde o Salgueiros deveria ter construído um estádio, foram cedidos pela Câmara Municipal com esse fim: Construir um estádio.
Ler agora que "Sem dinheiro para pagar as dívidas da gestão de José António Linhares, a Comissão Administrativa pouco ou nada pode fazer a não ser esperar que surja um interessado na compra dos terrenos de Arca D'Água, onde deveria ter nascido o novo estádio, mas que está transformado num lago. A crise económica que se vive em Portugal está a ter consequências também no sector imobiliário e os terrenos ainda não foram vendidos." é um crise de lesa património municipal. Não quero crer que a Câmara ao ceder os terrenos não tenha impedido a sua utilização para outros fins que não a construção do estádio.
O Salgueiros deveria ter duas hipóteses: ou constrói o estádio ou se não tem capacidade para tal devolve os terrenos à autarquia. Agora vendê-los para pagar dívidas a jogadores (e outras) é lesar a cidade do Porto.
Isto sim, é a promiscuidade política-futebol.
Gostava de ouvir a opinião do sr. presidente da câmara sobre isto e qual o enquadramento na frase "O Salgueiros tem contado com a ajuda da Câmara Municipal do Porto e da Junta de Freguesia de Paranhos, que têm feito tudo para nos ajudar a sair desta situação", proferida Carlos Abreu.