Até prá semana

Este é o título do editorial de hoje d' 'O Primeiro de Janeiro' - e muito havia a dizer sobre isto, mas fica prá próxima - título que aproveito para fechar por aqui o tasco.

Foram quase 4 anos em que me deu gozo desabafar aqui neste cantinho, mas como os últimos tempos comprovaram não consigo manter a minha participação aqui e no Reflexão Portista, e pelo prazer que tem sido este meio ano de Reflexão vou continuar a mandar os meus bitaites só por lá. Não vale a pena andar aqui a agoniar, fica aqui o histórico para memória futura, mas fecha-se a porta.

Para quem ao longo destes anos visitou aqui o estaminé, o meu obrigado por se terem dado ao trabalho.

A gente vê-se por .

Como?

PdC em entrevista à SIC:

Se não fossemos à Liga dos Campeões tínhamos uma receita de cerca de 6 milhões a menos


Quanto ao resto, o histórico deste blog responde pelo meu pensamento.

Antigamente era assim

Há horas em que as palavras não saiem, por isso prefiro recordar aqui pelas palavras do Dr. Sardoeira Pinto, registadas na História Oficial do FC Porto - Alfredo Barbosa - Edição O Comércio do Porto, um episódio que vivendo-o na infância sempre me deixou orgulhoso do FC Porto e das suas cúpulas.

Este episódio, foi para mim um exemplo para a vida, de luta pelos ideais, de perseverança. Hoje sinto-me atraiçoado.

Corria o já mais ou menos longuínquo ano de 1983. Ainda soprando com força os ventos de da Revolução de Abril de 1974, a Federação Portuguesa de Futebol, ao tempo presidida pelo Dr. Silva Resende, deliberara no princípio da época, atendendo à então existente plena igualdade dos cidadãos, deve ser a Final da Taça de Portugal disputada no Estádio das Antas, de modo a poder ser a Festa do Futebol levada às gentes do Porto, como prémio à sua dedicação e ao seu entusiasmo pela modalidade.

Foi-se desenrolando a época, sucederam-se as eliminatórias e surgiram como finalistas o F.C. Porto e o Benfica. Rebentou então a bomba! Na verdade, dando o dito por não dito, a Federação passou a ender dever ser a Final disputada no Estádio de Oeiras e não no do F.C. Porto, alegando como argumento essencial ter aquele um aspecto helénico, uma belaza olímpica e constituir o melhor ambiente para a realização do jogo. Pasme-se!

Entrou, como naturalmente seria de esperar, em ebulição a gente portista, justamente indignada por tamanha injustiça constituir mesmo uma espolição! Como era sua competência, a Direcção, com Jorge Nuno Pinto da Costa à frente, protestou contra a arbitrariedade e após muitas palavras ditas, litros e litros de tinta gastos nos jornais e variadas intervenções levadas a cabo na Rádio e na Televisão, a Federação, reconsiderando, tomou uma nova posição: a Final seria disputada em Coimbra, sensivelmente a meio caminho entre as cidades dos dois finalistas... e encerrar-se-ia o assunto!

Não se convenceu o F.C. Porto e, sem desfalecer, insistiu na defesa do por si considerado seu direito absoluto e natural. Manteve o orgão de cúpula do futebol a sua posição e, para saber o pensamento dos sócios, pediu-me a Direcção para convocar uma Assembleia Geral Extraordinária.

Em noite memorável, realizou-se ela no agora inexistente Pavilhão Dr. Américo de Sá e tal foi a afluência que me cheguei mesmo a arrepender de não a ter feito em pleno estádio. Foi a maior de sempre até hoje na História do Clube e a Nação Portista compareceu em peso para, honrando o Poeta Manuel Alegre, dizer como ele "haver sempre alguém que diz não" à prepotência, à ditadura, a tudo que é tirania!...

Era extremamente delicada a situação pois cominavam os Regulamentos Federativos - e cominam! - que uma falta de comparência implicaria a descida da equipa de futebol à 3ª Divisão... e era intenção portista não ir à Final se esta não fosse realizada na nossa sacrossanta casa! Não ficou um lugar vago no Pavilhão e milhares de associados quedaram-se no exterior ansiosos por conhecer o desfecho da Assembleia. Vários oradores falaram durante horas e depois, por unanimidade e aclamação, foi votado que ou a Final se realizava como fora inicialmente deliberado ou a equipa do F.C. Porto não comparecia, sucedendo o que sucedesse!

No final da Assembleia, o abraço público que com Jorge Nuno Pinto da Costa troquei mostrou urbi et orbi ser total a unidade existente entre os corpos gerentes e a massa associativa, a mais devotada, a mais querida, a mais interessada e a mais fiel de todas.

Alguns dias depois, mais uma vez a Federação retrocedeu e, voltando novamente com a palavra atrás, remarcou a Final para o nosso estádio.

Final, diga-se em abono da verdade, que o F.C. Porto, perdeu nas quatro linhas porque nesse jogo o adversário se superiorizou. Todavia, o facto em si mesmo constitui, a meu ver, uma das maiores vitórias de sempre do Clube. Acordado pouco tempo antes de um sono de décadas, o F.C. Porto, qual guerreiro despero, espreguiçou-se, exibiu a sua força e obrigou os outros, todos eles, a mostrar-lhe o respeito que lhe é devido inteiramente. Penso mesmo que, ao contrário do que alguns, poucos, por aí vão dizendo, o grande Clube azul e branco não se portando como um mito, assumiu-se como enorme, transcendente e incomensurável realidade desportiva realidade regional, nacional e mundial como os tempos ulteriores vieram a confirmar inteiramente!

Dos entre os muitos grandes momentos vividos nas Antas durante estes 50 anos passados considero, com inteira justiça, creio, este um dos maiores...

O cigano

Há uns tempos no reflexão portista fizemos uma "sondagem"  sobre que venda seria menos lamentável no fim da época? , o resultado não deixou muitas dúvidas: 82% para o Quaresma.

Não sei se é por ele ter as costas largas ou não, mas o resultado não me surpreendeu em nada, e hoje ao ler a crónica do Hugo Sousa n'O Jogo dei comigo a concordar com cada palavrinha:

Quando se vê Quaresma jogar, há duas hipóteses. Primeira: esticar a pele à volta dos olhos com a ponta dos dedos, fingindo um ar achinesado de paciência. Segunda: evitar que, de tão arregalados, eles saltem das órbitas. Como em Guimarães. É impossível ficar-se insensível a um golo como o primeiro que Quaresma marcou a Nilson, mas o segundo, que também foi muito bom, levanta uma questão que não é nova: terá sido um sinal de confiança, aceitável naquele contexto despreocupado, ou uma prova desnecessária de teimosia que ele repetiria mesmo numa final da Liga dos Campeões? Acho que sei a resposta e espero que ele chegue a uma final da Liga dos Campeões para a comprovar. Mas, adiante.

Apesar de ter dado certo, ao optar pelo remate, quanto tinha Farías, Mariano e Adriano a esbracejar, acabou por desenterrar, ainda que ao de leve, desconfianças que, volta e meia, ensombram o relacionamento com os adeptos. Quaresma gosta e vive do risco, como sublinha, acertadamente, Boloni aqui ao lado. Uma opção desgastante, que o obriga a alternar mais vezes do que o talento dele mereceria entre ser o bestial ou a besta de serviço. Resumindo, o talento é indesmentível, a forma como ele o aplica é que será menos consensual.

Eu pela minha parte, confesso que "miléssimos" de segundos antes do 3º golo, o insultei do piorio.

Para reflectir

O vídeo fala por si.

A ignorância

Uma das coisas que mais me irrita é falta de conhecimento que o pessoal tem das leis do futebol. Sabe-se o básico e o resto inventa-se consoante é a favor ou contra o nosso clube.

Se nos adeptos comuns isto me irrita, pelo menos naqueles que têm a mania que sabem tudo sobre futebol, muito mais me irrita ouvir da boca de supostos comentadores desportivos barbaridades e ainda lhes pagarem para isso (e pior, com dinheiro meu). Vem isto a propósito, do comentário do comentador (passe a redundância) da SportTV quando o Adriano faz o 5º. Sinceramente não sei quem era o homem (tentei identificá-lo mas não consegui), mas disse mais ou menos isto: "O Adriano na altura do 1º passe está em fora de jogo posicional, e depois tira partido da posição irregular", e insistiu nisto umas duas vezes, levando o Rui Orlando a tentar clarificar o lance e a sentenciar: "Não há nenhuma irregularidade".

Não tiro daqui nenhuma cruzada do comentador contra o FC Porto, mas já não digo o mesmo contra o futebol. São comentadores destes que dão má imagem do futebol, que incendeiam os espectadores, que não formam os espectadores, que são mais cegos que um invisual. E o pior é que é tudo fruto da ignorância.

A FIFA é clara, só há fora de jogo nestes caso se o jogador que inicialmente estava em fora de jogo e é o marcador do golo, estiver à frente da linha da bola no momento do último passe. O Adriano embora estivesse em posição de fora de jogo no início da jogada, como no 1º momento não teve intervenção directa na jogada e depois, quando recebe a bola está atrás (ou em linha) com a mesma, não há lugar à marcação de fora de jogo, o golo é perfeitamente legal.

Que um comentador desportivo não saiba isto e ainda por cima desinforme os espectadores, é no mínimo sinal de incompetência. Tudo isto está documentado no site da FIFA, havendo mesmo uma animação flash a descrever este caso em particular (ver slide 22)

Há dúvidas?

Quer-me parecer que não.

A cigarra e a formiga

A cigarra é uma grande cantora e passou o verão todo cantando lindas canções no alto de uma árvore.

Ficava o dia inteiro cantando e olhando as formigas trabalharem sem parar.

O verão passou.  O inverno chegou.

A cigarra, com frio, fome e tossindo muito, um dia bateu na porta da casa da formiga.

A formiga olhou por uma fresta e perguntou:

- Quem é você? Por que está tão suja e gripada?

- Eu sou a cigarra que mora no alto da árvore, cantei o verão todinho e agora não tenho comida nem casa para me abrigar do vento e do frio.

- Ah, cantava? Pois agora dance!

Prá 2ª! Prá 2ª!

Há dois anos, confirmámos a ida do Guimarães 'prá 2ª' divisão, este ano podemos confirmar a ida do Guimarães 'prá 2ª' posição.

E hoje, como há dois anos, só me apetece cantar 'Prá 2ª!, Prá 2ª! Prá 2ª!

 

Tibete

Os homens e seus apoiantes até têm razão, mas causa-me alguma (para não dizer muita) alergia esta forma de intervir. Desporto é desporto, política é política, jogos olímpicos são jogos olímpicos.

Desde o tempo do Misha (já não se fazem mascotes como antigamente) - em que não percebi muito bem a explicação da minha mãe para Portugal não estar presente - que tenho esta alergia à mistura da política nos jogos.

Paradoxalmente, não consigo sentir o FC Porto sem olhar para além do aspecto desportivo, sem sentir a ligação à cidade, sem sentir a ligação à região, sem sentir que o FCP representa bem mais que 11 jogadores a darem pontapés a uma bola, sem sentir que a frase "O Porto é uma nação" é mais que um slogan.

 

Contas à moda do Porto

3 nos últimos 3 - 100%

5 nos últimos 6 - 83%

10 nos últimos 14 - 71%

13 nos últimos 20 - 65%

16 nos últimos 24 - 67%

18 nos últimos 31 - 58%

23 em 74 - 31%

 

(cada dia que passa, mais se me entala na garganta aquela época de 2004/2005)

A justiça é cega, mas deverá também ser surda?

 

Este dias têm sido pródigos em informações e contra-informações, uma das que, agora, corre por aí é que o FC Porto vai contestar o uso das escutas no processo disciplinar.

Sobre isto, reponho aqui um texto que escrevi há mais de um ano, sobre esta temática em relação ao apito dourado e a Valentim Loureiro, mas que mudando os nomes, continua a reflectir o meu pensamento:

Valentim Loureiro em 30.01.2007:

«Se este processo vier a terminar por questões de direito, porque o decreto-lei é inconstitucional, ou por causa das escutas serem ilegais, eu de certa maneira ficarei triste. Porque eu quero que se analisem os factos e quero sair deste processo porque não há factos que me incriminem»

Advogado de Valentim Loureiro em 06.03.2007:

«E vou recorrer, como por exemplo relativamente à questão das nulidades.
Estou surpreendido, especialmente no que se refere à validação das escutas telefónicas. Essa era a parte em que apostava mais»

 

Uma coisa que parece clara é que: as escutas são verdadeiras, não é ninguém a emitar a voz do Valentim e companhias, nunca foram postas em causa, somente se põe em causa a legalidade das transcrições.

Se foram cumpridos ou não todos os requisitos legais para as gravações e transcrições, sinceramente nesta altura preocupa-me pouco. As coisas chegaram a um ponto em que não basta ser sério, há que parecê-lo. E qualquer defesa que se esquive a justificar em tribunal palavra a palavra das escutas, pode até no final ter o veredicto de não culpada, mas não vai parecê-lo. Como diz Valentim Loureiro "eu quero que se analisem os factos", se forem culpados que sejam punidos, se forem inocentes que se faça justiça e se limpem os respectivos nomes.

Para mim, qualquer arguido que seja ilibado com base em nulidade de escutas e inconstitucionalidades, terá sempre uma nuvem negra sobre a cabeça.

Belenenses 1 - FC Porto 2

Próximo!

 

Se nos dois últimos anos, na 2ª volta, parecia que tinha mel, este ano o Adriano parece que tem cola. Como disse o JF, fechar o campeonato na próxima jornada vai permitir começar a preparar a próxima época, e no caso do Adriano ou vem aí um milagre ou ...

 

O de calcanhar é nosso

Vamos lá ver se nos entendemos, golo de calcanhar só existe um.

Esclarecido que está este ponto, podemos então falar do histerismo que há pouco ia ali pela SportTv e que já se extendeu ao Mais Futebol (e que suponho que vai estender aos restantes jornais, TVs e coisas que tais), a propósito do golo do Cristiano Ronaldo.

Não vou aqui discutir os méritos do CR na época que está a fazer, mas vamos lá com calma! um golo de calcanhar é assim:

Aquilo que o CR marcou hoje pode ser um golo bonito, pode ser o que quiserem, mas é um golo com a parte interna do pé, ou no limite um golo de tornozelo. Não é um golo de calcanhar!

Para finalizar só quero esclarecer que: golo de calcanhar só existe um.

(Publicado também no Reflexão Portista)

Zé-Bó

in fcporto.pt

Gosto de jogar no F.C. Porto e tenho sempre vontade de ganhar títulos. Sinto-me bem e gosto de estar aqui.

in Record:

Vontade de querer sair

Não tenho conhecimento mas toda a gente conhece a minha vontade de querer mudar. Sinto-me bem no FC Porto mas se surgir a oportunidade não a vou recusar

in O Jogo:

Bosingwa reafirma vontade de jogar no estrangeiro mas primeiro quer o tricampeonato

(...)Tenho lido essas notícias, mas não sei de nada. Gosto de jogar no FC Porto e faltam sete jornadas para o fim, por isso não vou estar agora a falar. Mas estou aqui vai para cinco épocas e já disse que gostaria de mudar

 in Mais Futebol:

Bosingwa e uma eventual saída: «Tenho de olhar pela minha vida»

Estou há cinco anos no F.C. Porto, sinto-me bem, mas tenho que olhar pela, minha vida. Esta temporada ainda não acabou, por isso ainda não é altura de pensar nisso

Quero ganhar títulos, aqui ou noutro clube. Se for verdade todo esse interesse, pensarei no que fazer.

 

Não é por nada, e cada um pode tirar as conclusões que lhe apetece das afirmações de um jogador, mas não era suposto que os jornalistas como jornalistas citassem ipsis verbis aquilo que foi dito. Como é que existem citações tão díspares?

500 = 2500

Os tribunais hão-de pronunciar-se, mas uma certeza já há:

dos "quinhentinhos" do Guimaro em 94 aos 2500 euros do Augusto Duarte em 2004, não houve aumentos na tabela de preços

É a crise!

Ora bem

in fcporto.pt:

Reinaldo Ventura renova até 2010

e é bom que neste período ponhas as mãos na taça que falta.

 

Pudera!

in Mais Futebol:

Palermo disposto a baixar preço de Mariano

Diz não às drogas!

Luisão:

Acho que este ano o F.C. Porto teve uma regularidade que outros não conseguiram. Agora ser mais forte não acho, pois em Dezembro estavam a quatro pontos e vieram à Luz.

 

Melhor marcador

Agora que o Licha se presta para ser o melhor marcador do campeonato, nada como recordar o golo que deu o último prémio de melhor marcador a um jogador do FC Porto (este se não fosse aquela cabeça, ou a cabeça do empresário, era hoje em dia o melhor ponta de lança do mundo)

Vic(k) VapoRub

Era suposto o Vic(k) descongestionar o caminho para aquilo que falta a esta equipa - vencer uma competição europeia.

Não vi, só soube o resultado no final, mas que merda foi aquilo? 

Doping

O Jogo publicou uma lista com os números do doping em Portugal no ano de 2007, e não sei porquê mas há uma linha que me chamou à atenção:

Modalidade Bridge 3 Controlos 5 Amostras 1 Caso positivo

Antes de mais, o bridge ser uma modalidade desportiva é razão suficiente para sorrir, depois fazem-se controlos anti-doping no bridge? E há casos positivos? Será o chá de tília? Vá lá que não se pode fumar.

Agora sei qual o motivo para a não oficialização da Federação Portuguesa dos Jogos de Tasca 

Reflexão Portista

Não abandonando o barco por aqui, vou também reflectir pelas bandas do Reflexão Portista. Passem por lá.

É uma vergonha

Além de ser uma vergonha perder com a Itália, vergonha maior é os 23 anos de um futebolista seres assunto de telejornal. O que não vale ter uma assessoria de imprensa, já há herdeiro do Bechkam.

Cao

Esta história do Leandro Lima, trouxe-me à memória o Cao, e numa pesquisa rápida parece que o homem ainda joga (já deve ter uns 40 anos :-D ) e até joga aqui no clube da terrinha - Sport de Rio Tinto, presidido pelo Nélson (também ele campeão do mundo de sub-20).

As voltas que o mundo dá, e as histórias são sempre as mesmas.